Mais de 170 buscas e apreensões de celulares irregulares em 200 estabelecimentos, mais de R$ 500 milhões bloqueados e quase 140 prisões. Esse é o resultado da segunda fase da Operação Última Chamada, ação integrada do Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) com órgãos federais e forças de fiscalização, realizada nesta quinta-feira (17).
O ministro da Justiça, Welington César Lima e Silva, detalhou o balanço e destacou a integração entre os órgãos:
"Tivemos 173 buscas e apreensões, 137 prisões e um valor acima de R$ 500 milhões bloqueados em apenas um dia. Tenho que frisar a participação fundamental da nossa Polícia Federal, da nossa Polícia Rodoviária Federal, da Polícia Penal Federal, que é um outro capítulo importante, das polícias militares dos estados, das polícias civis e das guardas municipais."
Iniciada em agosto, a operação combate a comercialização ilegal de aparelhos celulares. Nesta segunda fase, o foco foi a fiscalização de estabelecimentos comerciais que vendem aparelhos de forma irregular, incluindo telefones ligados a crimes e produtos com problemas na Receita Federal, na Receita estadual ou no Procon.
O secretário Nacional de Segurança Pública, Chico Lucas, explicou como a investigação começou:
"Num primeiro momento, nós unificamos o banco de dados de todos os celulares roubados. Após isso, começamos as notificações daqueles que possuíam os celulares, e, com essas notificações e as respostas dos adquirentes, nós tivemos conhecimento dos principais empresários do crime, ou seja, de quais lojas eram os hubs logísticos da receptação dos objetos produto de roubo e furto e de sua posterior colocação no mercado."
Primeira fase
Na primeira fase da operação, o objetivo principal foi a recuperação de celulares roubados ou furtados, com dez mil aparelhos apreendidos. Além disso, foram realizadas quase 400 prisões em flagrante e fiscalizados mais de 600 estabelecimentos comerciais.
Fonte: Radioagência Nacional